Depois de quase 3 anos em desenvolvimento, o estúdio britânico Rebellion retorna para a briga com a quarta interação da sua franquia principal, Sniper Elite. Apresentando cenários significativamente mais extensos e detalhados do que seu antecessor, Sniper Elite 4 não se destina a alterar muito a fórmula original da série, mas sim adicionar pequenas mudanças em equipamentos e introduzir novas formas de navegar pelos mapas, para que o jogador tenha mais opções ao usar furtividade ou variantes ofensivas mais ruidosas no momento de completar os objetivos.

Como não poderia ser de outra forma, esta seqüência ambientada após os acontecimentos de Sniper Elite 3 e anteriores a Sniper Elite V2, novamente protagonizaremos o agente norte americano da OSS, Karl Fairburne, desta vez em território italiano. Karl vai auxiliar a resistência italiana (ou partidária) para deter outra super arma nazista. Neste caso, são mísseis controlados remotamente, capazes de destruir alvos chave dos aliados facilmente, incluindo navios de guerra.

Antes do início de muitas das missões, Fairburne receberá conselho dos partidários e sua líder, Sofia, e de maneira forçada da máfia italiana. Infelizmente, o diálogo e os próprios personagens não expressam o drama necessário para aprofundar-se no jogo. O fato de que a trama principal, às vezes se desvia da sua premissa, sem muitas surpresas no meio, faz com que a campanha se sinta como uma mera sucessão de objetivos sem uma narrativa consistente ou atraente.

Tendo jogado mais de metade da campanha, devo admitir que as minhas primeiras impressões do jogo não foram muito positivas. Sniper Elite 4 tem um número maior de itens para usar (muitos com uma utilização alternativa), juntamente com as novas e práticas balas silenciosas, me encontrei a jogar a maioria das missões usando Welrod uma pistola silenciada e fazendo takedowns, deixando o sniper rifle apenas para determinadas situações.

No entanto, tudo mudou quando comecei a jogar a campanha novamente, porém no modo cooperativo. Sendo as áreas mais espaçosas e cheias de inimigos, alcançar os objetivos pode ser mais dinâmico, e na verdade muito mais divertido. Seja repartindo tarefas, ou ir junto com o nosso parceiro (em constante comunicação para coordenar tiros ou fugir de patrulhas de soldados), a rota se torna muito mais fácil.

Com o seu novo sistema de movimento e de verticalidade dos mapas, os personagens podem agora avançar aos objetivos de diferentes maneiras, podendo subir ou descer de certos locais predeterminados. A implementação está longe de ser perfeita, mas é um passo em frente para a série. O sistema de cobertura, por outro lado, poderia ter sido melhorado ou se parecer com os de outros títulos como Splinter Cell, Grand Theft Auto V ou Gears of War. Ao não ter um botão para cobertura, o posicionamento do personagem nem sempre está do nosso lado, o que por vezes leva a erros inesperados que nos faz questionar as decisões técnicas da Rebellion, especialmente em dificuldades mais elevadas.

Enquanto você pode usar o quicksave no modo cooperativo, as chances são de que se você comete erros, seguirá avançando da melhor maneira possível, quer seja escondendo-se rapidamente e marcando os inimigos, para em seguida elimina-los à distância, ou ir como Rambo com metralhadores ou diferentes tipos de explosivos. Para interromper o ritmo do jogo e assumindo nossos erros, a campanha em modo cooperativo ao longo de oito missões (mais duas missões exclusivas adicionais no modo Overwatch), será muito mais natural e agradável para ambos os jogadores, e na verdade, vamos dar algumas risadas de vez em quando.

O modo sobrevivência está de volta em modo solo ou competitivo com 12 rounds. Mais uma vez, com mapas maiores e com novas peças de equipamento, partidas com mais 3 jogadores, não tem muito a invejar outras Survivals em terceira pessoa de títulos recentes como Gears of War 4, Plants Vs Zombies: Garden Warfare 2, ou Star Wars Battlefront e os mais antigos como Transformers: War for Cybertron ou Mass Effect 3.

No lado competitivo, Sniper Elite 4 retorna com o modo Deathmatch, Team Deathmatch, Distance King e No Cross (variante de TDM) de Sniper Elite 3, eliminando Capture The Flag, mas acrescentando Team Distance King e Control (similar a Headquarters de COD ou Crashsite de Crysis 2).

Tanto no modo Survival ou os nos competitivos, estes tem seis mapas ambientados na campanha, mas com um novo design projetado especificamente para eles. Ao contrário de outros jogos onde o visual é comprometido para um melhor desempenho, os gráficos desses mapas estão à altura aos da campanha, e até mesmo em alguns casos melhores.

Uma das maiores críticas do Sniper Elite 3 era sua temática desértica, que foi um pouco monótona aos olhos, cuja iluminação um pouco crua a distância não ajudou a fornecer o nível de realismo que ele merecia. A Itália é, sem dúvida, um passo em frente sobre a África, especialmente em áreas onde a vegetação abunda e o sistema de iluminação brilha com cores elevadas. O tempo de dia em algumas missões de campanha reforçam positivamente o visual de Sniper Elite, enquanto outras apresentadas em pleno sol (como a segunda) causam um nível semelhante de crueza gráfica, especialmente à distância, em contraste com as estruturas. Eu acho que a atmosfera também poderia ter sido melhorada. Não há efeitos climáticos de qualquer tipo, tampouco densidade de partículas como as que existem em Zombie Army, ou mesmo efeito de vento, que a esta altura deveria ter sido implementada dado ao tema da série.

A emblemática câmera X-Ray, além de mostrar a crueza dos resultados de nossos tiros a distância, agora mostrará os detalhes dos órgãos e ossos destruídos ao abater corpo a corpo, modo furtivo, ou quando explodem granadas.

No lado de otimização, com um Core I5 4570 e uma GTX 980 pode-se jogar entre 40 e 60fps em 1080p com tudo ao máximo, dependendo da hora do dia da missão. Para 4K, vamos precisar de nada menos do que uma GTX 1080, se queremos alcançar uma média de 40fps, também com tudo ao máximo. O suporte para configurações Multi-GPU parece não estar muito bem otimizado, tanto do lado da Nvidia ou AMD. O uso de cada GPU usando SLI, não supera 55%, de modo que no momento é conveniente utilizar uma única GPU.

Os sons continuam com o padrão qualidade de Sniper Elite 3, enquanto que a música durante a campanha consiste em breves momentos quando estão por nos avistar, ou que já nos avistaram. A track principal como sempre, é reservada para momentos triunfantes.

Sem muito mais a acrescentar, como havia mencionado no início do artigo, Sniper Elite 4 não implementa muitas mudanças na fórmula apresentada em Sniper Elite 3, ainda que se sinta como uma expansão na Itália do que um novo jogo, a combinação da campanha em modo cooperativo e missões Overwatch, somando survival e modos competitivos, fazem que Sniper Elite 4 seja um pacote difícil de ignorar para os amantes de precisão e sigilo.

Este análise foi realizado com uma cópia impressa fornecida pela Rebellion.

[PT] Sniper Elite 4 - Review
História60%
Gameplay80%
Gráficos85%
Música e Soms85%
Multiplayer90%
O bom:
  • A campanha em modo cooperativo
  • Os gráficos e enormes cenários
O ruim:
  • Não há muitas mudanças em Sniper Elite 3
  • Poderia ser melhor otimizado
  • A campanha é um pouco chata no single-player
80%Nota Final
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