É comum que o país do sol nascente, por vezes, tem certo receio sobre a partilha de alguns jogos (principalmente JRPG), seja por falta de interesse de seus desenvolvedores ou a empresa responsável pela distribuição, ou o pensamento que no oeste “não iria funcionar”. No entanto, inúmeras vezes foi demonstrado que o mercado ocidental é mais do que aberto para receber seus atraentes títulos, divertidos e com uma estética de anime que qualquer conhecedor estaria mais do que disposto a colocar as mãos em cima.

Desenvolvido e publicado pela Sega, Shining Resonance Refrain é um RPG japonês que combina elementos tradicionais com inovações próprias de um dos mais aclamados do gênero pelos japoneses: “Dating Sim” (Simulador de encontros). Esses elementos díspares se juntam para criar um game cativante e belo, no qual música, trajes sensuais e dragões lendários convergem.

Assim que é iniciado, o jogador tem a opção de entrar no modo Original (que é aconselhável para quem joga pela primeira vez) ou no modo Refrain, onde são colocados em contra do destino dois personagens importantes da história (este modo é recomendado para aqueles que já terminaram o modo Original).

A história recolhe muitos dos elementos tradicionais do J-RPG. Em um continente ancestral, existe uma terra sagrada chamada Alfheim. Passou muito tempo que os poderosos dragões desapareceram, mas suas almas se cristalizaram e se espalharam pelo mundo depois de uma guerra. O rumor do dragão, salvador da humanidade, ainda existe, leva a guerreira (e princesa) Sonia a sair em uma missão de resgate, uma prisão para salvar Yuma, um jovem tímido, delicado e gentil que esconde um poder incrível e instável, o do dragão brilhante. Diz a lenda que aquele mesmo dragão foi quem parou a grande ameaça Deus no Ragnarok. Após uma reunião com Excela, a princesa do reino inimigo, Sonia e Kirika (una bela elfa com o título de Diva Magica) escapam protegido pelo poder de Yuma voando sobre suas costas toda a noite e deixando os três dragões elementais sob as ordens de Excela.

Por exemplo, um deles Kirika, por ser um Dragoneer (aqueles escolhidos pelo dragão brilhante para preservar as almas dos dragões) utiliza uma arma que é uma mistura de arco com harpa, dando significado ao título do jogo; A estética das armas e vários aspectos gerais giram em torno da música. São estas mesmas que se “sintonizam” para fornecer características diferentes e equipam “aspectos” para mais poder. Outros que possuem estes instrumentos especiais são: Agnum que tem um machado/guitarra, Rinna que tem um cetro/trompete ou Marion, com seu canhão/teclado.

Shining Resonance Refrain é um jogo muito rico em história, com um “lore” (“backstory ” de personagens, lendas, profecias, etc.) muito extenso que vale a pena conhecer e aprofundar-se. Com 9 personagens jogáveis, e muitos outros importantes, os diálogos são extensos e envolventes, mostrando diversas interações entre eles, tanto de amizade quanto românticos. Da mesma forma, dentro do menu há o “Dicionário”, que pode ser usado para a compreensão de algumas terminologias específicas, como locais, títulos, raças, nome de armas, eventos históricos, etc.

Enquanto a narrativa principal é relativamente longa, não seria um RPG se não tivesse missões secundárias, mas é nesta área que a Shining Resonance falha um pouco. As atividades secundárias são mais vistas como mensagens bastante repetitivas e também não fornecem experiência (elas apenas fornecem itens, que também não são muito úteis). A natureza repetitiva e mundana dessas atividades pode levar o jogador com pouca paciência para o abandono total.

Por outro lado, falar com os cidadãos de Marga nos mergulha mais profundamente as motivações dos personagens, suas maneiras de ser, ambições e pode mesmo dar “títulos” que podem ser equipados para Yuma e o restante, para fortalecer os laços entre eles e assim obter certos benefícios dentro da batalha. Assim mesmo podem falar com nossas belas companheiras de aventura para convidá-los para uma conversa à noite e ficar a conhecer um pouco mais, dizem coisas vergonhosas entre sussurros e se organizam encontros diurnas pela cidade.

O dinheiro é uma parte crucial, já que os melhores equipamentos e itens custam muito, então a ” farmar” fora da cidade é inevitável se você não quiser ver seguidas telas de “Game Over” por inimigos muito fortes. Não é necessário ir tão longe no mapa, já que os inimigos também vão aumentando de nível, por isso devemos levar em conta o nível acima de seus nomes para saber se será uma presa fácil ou um desafio. Embora você também pode entrar nos calabouços chamados “Grimórios”, nais quais se pode usar modificadores para mudar a experiência da mesma (ou encontrar mais ou menos inimigos, cofres, etc.) e ganhar alguns aspectos para as armas de nossos heróis.

Os controles são intuitivos e fáceis de aprender, tanto dentro quanto fora da batalha. Yuma é capaz de se tornar sua forma restrita de Dragão Brilhante em troca de Mana, o que lhe dá um aumento na velocidade, ataque e resistência, no entanto, se ficar muito nesse estado, Yuma pode enlouquecer com poder e atacar seus aliados, por isso é aconselhável não ficar muito tempo neste modo como “Shining Dragon”.

“B.A.N.D” é o nome dado a uma sessão na qual os membros da “party” juntam suas melodias para fornecer um atributo especial, seja uma melhoria de ataque, mais defesa, chance máxima de acertos críticos, etc, mas por um tempo limitado, estabelecido por uma barra à esquerda chamada BPM.

Já na dificuldade padrão (Casual é fácil para aqueles que querem se concentrar principalmente sobre a história) o jogo apresenta vários desafios, reflexos, posições, estratégias e o tempo nas batalhas são coisas que, sem dúvida, devem ser tomadas em conta para sair vitorioso frente aos chefes de cada capítulo. O sistema de mudança climática faz mais do que mudar a percepção da área, os inimigos e os objetos no solo mudam dependendo do clima naquela área.

Os gráficos não são os melhores, às vezes você pode ver certas falhas nas renderizações, mas em geral, Shining Resonance Refrain parece ser bom. O desenho dos personagens é sedutor, seja com seus trajes originais, como “Ídolos”, empregada doméstica, uniforme ou uma quantidade ridícula de biquínis para cada feminina presente. A estética anime permite se perder nos olhos coloridos e brilhantes ou cabelo, sem subestimar os atributos óbvios que são incorporados nas personagens femininas.

A trilha sonora não foi tomada a ligeira, a partir das inúmeras melodias para cada situação, etapa ou batalha, até mesmo os efeitos sonoros no final de uma luta (que depende daqueles que estão no grupo). A dublagem é sublime em japonês e está presente em quase todos os diálogos da história principal, bem como alguns diálogos sentimentais entre Yuma e outros. No entanto dói ouvi-los gritando algumas palavras cada vez que passa um inimigo nas proximidades.

No fim das contas, Shining Resonance Refrain é um jogo obrigatório para os fãs da JRPG, com extensas interações entre os personagens, se pode ver tanto como um jogo ou como uma novela, por isso é fácil, por vezes, perder o fio principal da história quando se trata de ganhar o coração de uma bela elfa ou princesa (ou companheiro). A falta de multiplayer não incomoda já que a experiência solo tem bastante horas para dedicar-se. Dificuldade progressiva, diálogos extensivos, batalhas contra adversários dignos e uma música grandiosa fazem deste um título completo por onde se olhe.

Esta revisão foi feita com uma cópia de imprensa fornecida pela SEGA.

[PT] Shining Resonance Refrain - Review
História85%
Gameplay85%
Gráficos80%
Música e Sons85%
O bom:
  • História muito completa.
  • Excelente trilha sonora.
  • Combinação harmoniosa de gêneros.
O ruim:
  • "Grinder" obrigatório.
  • Maneiras estranhas de personalizar as propriedades dos personagens.
82%Nota Final
Puntuación de los lectores: (1 Voto)
84%